5 motivos para ler “Minhas Imagens do Japão”

Japao

 

Aproveitei a promoção de até 60% dos livros da maravilhosa e finada editora Cosac Naify no site da Amazon para abastecer a biblioteca das crianças e também garantir alguns exemplares dos livros favoritos para dar de presente. Nessa leva, comprei para minha filha de seis anos “Minhas Imagens do Japão”, de Etsuko Watanabe (2007), de R$ 37 por R$ 18,50.

Nos apaixonamos – mãe e filha – pela obra ilustrada que conta a vida de Yumi, a garotinha que abre as portas de sua rotina nos arredores de Tóquio. “‘Minhas Imagens do Japão’ é um ensaio de antropologia cultural para crianças”, escreveu Jo Takahashi na contracapa do livro.

                     Veja 5 razões para você ter “Minhas Imagens do Japão” na estante:

um

Abrir o livro é uma viagem instantânea – mais rápida do que o trem-bala – para uma  cultura tão rica e tão distante da nossa. Até a maneira de tomar banho e de comportar-se na escola é diferente no Japão. Sabia que  os alunos são responsáveis pela limpeza da classe, dos banheiros e do pátio?

dois

As ilustrações de Etsuko Watanabe são lindas e têm muitos detalhes que servem como uma espécie  de glossário dos costumes japoneses.

tres

A obra ensina a escrita japonesa para iniciantes. Há quatro tipos de escrita no país, entre elas os kanji, que  são os ideogramas que representam uma palavra inteira como montanha e sol.

quatro

Muitas crianças brasileiras que gostam de comida japonesa aprenderão com a personagem Yumi que a culinária do outro lado do mundo têm muito a oferecer além de sushi, guioza e tempura. Todos os pratos são ilustrados e têm suas respectivas descrições.

cinco

É muito legal ver como vive uma pessoa de outro país. Certamente “Minhas Imagens  do Japão” vai despertar a curiosidade dos pequenos sobre outras culturas.

 

Minhas Imagens do Japao

 

+ 10 livros clássicos infantis em inglês

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+ Livro “Kiki & Coco in Paris”: presente diferente para mães de menina

+ “Rabiscos” e “O Livro da Nina Para Guardar Pequenas Coisas”: presentes para quem tem tudo

+ “Mary Poppins” chega aos 80 anos om ilustração de Ronaldo Fraga

“Caderno de Observação de um Filho”: um livro cheio de delicadeza

CAPA_Caderno de Observacao de um filho

Com o celular sempre à mão, é irresistível para qualquer pai não registrar toda nova gracinha do filho que acabou de chegar ao mundo. O artista plástico, ilustrador, designer gráfico e pai de primeira viagem Pedro Menezes sentiu a mesma necessidade. No entanto, ele resolveu eternizar os primeiros momentos e descobertas do filho João usando seu talento. Com desenhos a lápis em cadernos, textos curtos e muita sensibilidade, Pedro transformou sua imersão na paternidade no recém-lançado livro “Caderno de Observação de um Filho” (Pólen Livros – R$ 32,90).

Até a angustiante cólica do bebê virou um texto cheio de delicadeza: “A cólica do João me ajuda a perceber o tamanho da minha insignificância. Por mais que eu tente ajudar, sei que é uma dor dele. Só dele. Que certas coisas, pequenas ou grandes, estão fora do alcance da minha influência, da minha vontade. Com a cólica do João eu cresço, exatamente por me perceber menor, menos importante”.

Amamentação e a eclética playlist do bebê também foram registrados na obra do pai artista.

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Mães francesas: certas ou erradas?

Como ser uma parisiense
Quando a jornalista americana Pamela Druckerman lançou o livro “Crianças Francesas Não Fazem Manha”, em 2013, ela colocou um holofote sobre o comportamento dos pais na França: eles não deixam que seu filho seja o centro de seu universo, a exemplo de muitos pais americanos (e podemos citar também os brasileiros). Segundo a autora, os franceses conseguem equilibrar suas necessidades e as das crianças, não abrem mão de sua vida adulta para se tornar escravo de pequenos tiranos, e assim conseguem criar filhos educados e com limites. O comportamento exaltado no livro fez muitas mães reavaliarem o tempo que dedicam aos filhos e a elas mesmas e até a adotarem o modelo francês; mas também provocou uma avalanche de críticas e torcidas de nariz.

Agora são as próprias francesas que contam como lidam com a maternidade e reforçam a teoria de Pamela no livro “Como Ser Uma Parisiense – em Qualquer Lugar do Mundo”. O foco da obra recém-lançada no Brasil, escrita por quatro amigas, não é a relação com os filhos e sim o estilo de vida da parisiense. Mas é interessante saber como elas pensam. No capítulo “Mãe Imperfeita”, elas se assumem egoístas, dizem que a parisiense não deixa de existir no dia em que tem um filho e que quase não há em Paris a mater dolorosa, ou seja, a mulher cujo maior objetivo é passar os dias fazendo torta para a sua prole. Mas por outro lado, ela não abre mão de educar os filhos, de vê-los crescer e de transmitir seus princípios, sua cultura e sua filosofia. “Talvez esse seja o maior princípio do sistema educativo da mãe parisiense: seu filho não é um rei, e sim um satélite da sua vida. Ao mesmo tempo, ele é onipresente, pois o satélite vai onde a mãe for e compartilha com ela todos os momentos preciosos”, cita o livro. “(A mulher de Paris) não se sente obrigada a amamentar. Ela amamenta se quiser. E ai de quem tiver a audácia de opinar sobre o que ela deve ou não fazer com seus seios. Ainda mais se for um homem”, diz outro capítulo.

Certas ou não, as francesas não anulam seus outros papéis depois de dar à luz: continuam sendo mulher, amante e profissional, mesmo que a vida vire um caos para dar conta de tudo.  Acho que pode ser uma boa reflexão para as mães que têm dúvidas sobre largar ou não a carreira e que sabem que seu casamento merece mais atenção. A vida é uma só e acredito que podemos assumir todas as nossas facetas sem abdicar de uma em detrimento de outra para que não haja arrependimento lá na frente.

Mas como falei antes, a maternidade é só uma parte do livro. “Como Ser Uma Parisiense – em Qualquer Lugar do Mundo”, escrito por Sophie Mas, Audrey Diwan, Anne Berest e a superestilosa (na minha opinião!) Caroline de Maigret, traz uma abordagem bem-humorada com dicas de como é ser uma parisiense hoje em dia – como elas se vestem, se divertem e tentam se comportar. Não, elas não são naturalmente magras e revelam que precisam fazer um esforço para manter esse padrão. Elas também ensinam no livro como fazer para que seu namorado pense que você tem um amante e dão conselhos na hora de se vestir. Menos é mais e nada de ter uma bolsa ostentosa com o nome da marca estampado. É uma boa leitura para o momento em que você cumpre seu outro papel que não seja o de mãe.

 

Criancas Francesas nao fazem manha

 

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“Mary Poppins” chega aos 80 anos com ilustrações de Ronaldo Fraga

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A história contada há 80 anos da babá encantada que chega inesperadamente à Cherry Tree Lane levada pelo Vento Leste para virar de ponta-cabeça a vida de duas crianças ganha uma edição comemorativa da editora Cosac Naify.

Na próxima quinta-feira (08/05),  Mary Poppins, de P.L Travers e com tradução atualizada de Joca Rainers Terron,  chega às livrarias com ilustrações em preto e branco assinadas pelo estilista Ronaldo Fraga.  Para dar o efeito desejado no livro, os desenhos feitos por Fraga, entre eles os famosos guarda-chuva e a mala de tapete da babá, foram bordados à mão em tecido e então fotografados em estúdio.

A obra será vendida em duas versões: uma delas, com tiragem limitada, tem capa de papel texturizado e é acomodada em embalagem em formato de bolsa e com alças dobráveis. (R$ 79). A versão tradicional sai por R$ 39,90.

Vamos falar mais de Ronaldo Fraga. Sua deliciosa imersão no universo infantil merece um post dedicado só ao estilista. Quem não se lembra da estampa de bolacha Maria que invadiu suas criações para crianças?  Aguardem!

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Edição limitada de "Mary Poppins"

Edição limitada de “Mary Poppins”

capa Mary Poppins

 

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Quer mais carnaval? Leia “O Rapto do Galo”

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Que tal estender o clima de carnaval dos nossos pequenos foliões? E ainda mais com um pouco de cultura? A dica é o divertido livro “O Rapto do Galo” (Ed. Rocco Pequenos Leitores, R$ 39,50), que marca a estreia na literatura da atriz Fabiana Karla (sim, aquela engraçada da Rede Globo!)

Pernambucana com muito orgulho e mãe de três filhos, Fabiana conta com humor e rima o sumiço de um dos grandes símbolos do carnaval do Recife: a ave que representa o maior bloco de rua do Nordeste. Em seu cordel contemporâneo, a autora transporta os leitores para a folia de lá, onde é possível brincar com bonecos gigantes de Olinda, passar pelo cortejo do maracatu e trombar com passistas de frevo. Uma delícia de história acompanhada das maravilhosas ilustrações de Rosinha, também de Pernambuco.

Ah, no final do livro, um glossário ajuda os grandes e os pequenos não tão familiarizados com o reinado de Momo de lá.

 

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LEIA MAIS:

10 livros clássicos infantis em inglês

Por diferentes razões e necessidades, cada vez mais famílias optam pela educação bilíngue (português e inglês) para seus filhos. Alguns desses pais que querem estimular a língua inglesa também dentro de casa com seus pequenos pediram indicação de livros ao Pequenas EscolhasComo contei aqui, a biblioteca de casa tem tamanho dobrado por causa da dupla cidadania da minha filha.

Então, recrutei o marido britânico para listar os 10 livros clássicos em inglês para quem pretende montar a primeira biblioteca da criança. Muitas dessas obras têm mais de 40 anos e continuam fazendo sucesso.

Nem todos são encontrados no Brasil. Você pode comprá-los online, pela Amazon.

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Quais outros livros em inglês seus filhos gostam? Comente! Vamos trocar ideias.

 

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10 ideias para guardar livros infantis

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“A velhice é menos solitária para quem gosta de ler”. Ouvi essa frase numa inspiradora palestra justo no dia em que havia resolvido arrumar os livros da minha filha e até me desfazer de alguns. Claro que depois disso não descartei um exemplar sequer da enorme coleção. Quero mais é que a minha menina de quatro anos tenha opção de ouvir (por enquanto) um “era uma vez” diferente a cada noite (na linha Sherazade em “As Mil e Uma Noites”?) e que encontre prazer de verdade na companhia dos livros.

Como já contei, aqui a família é bilíngue e por isso a biblioteca de casa tem tamanho dobrado. E não para de crescer! Na última semana, me encantei pela ilustração da capa de “João e Maria” da coleção Folha Contos e Fábulas para Crianças e comprei os dois primeiros exemplares por R$ 16,90. Naquele mesmo dia, chegou pelo correio uma edição de aniversário de “Utterly Me, Clarice Bean”, de Lauren Child, presente dos priminhos ingleses.

 

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Ah, por falar nisso, alguns pais costumam me perguntar quais são os títulos em inglês mais legais para os pequenos. Veja aqui os clássicos preferidos do Pequenas Escolhas.

Agora preciso de ideias para guardar os livros no quarto de criança. Andei pesquisando e encontrei soluções bem legais.

 

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– 10 ideias de quartos infantis decorados com mapas e globos

– 10 ideias de balanço dentro de casa

– 10 livros clássicos infantis em inglês

“Kiki & Coco in Paris”: presente diferente para mães de menina

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Cena 1- um feriado qualquer de 2009: Sei lá por qual motivo sempre achei que seria mãe de menino. De dois, na verdade. Devaneio da juventude sem nenhuma razão lógica ou preferência. Mas acabei engravidando de uma menina, que foi muito bem recebida desde o primeiro momento em que eu soube o sexo. No entanto, a vontade louca de ser mãe de uma garotinha apareceu mais tarde, nesse tal feriado. Grávida e muito emotiva, fiquei encantada com a visita da filha da minha então chefe, de uns 9 anos, que foi trabalhar com ela naquele dia. A relação de cumplicidade entre elas e a semelhança física das duas me fascinaram. “É isso o que eu quero para mim”, pensei.  E hoje é isso o que eu tenho.

 

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Cena 2 – final de 2011: vejo um livro fotográfico recém-lançado pelo qual me apaixono: “Kiki & Coco in Paris”, de Nina Gruener e com fotos de Stephanie Rausser, que mostra a viagem de uma garotinha americana a Paris com sua inseparável boneca de pano, Coco. Além de retratar a cumplicidade da menina com seu brinquedo favorito, o ensaio em vários pontos da Cidade Luz também deixa transparecer a relação entre mãe (a fotógrafa) e filha (Kiki). Que delícia é poder apresentar e desbravar o mundo com a nossa própria bonequinha – de carne e osso. Esse livro virou meu presente favorito para dar às amigas que são mães (ou futura mães) de menina. Eu não o encontrei à venda no Brasil e costumo comprar pela Amazon. Se for presentear alguém, lembre-se de que a entrega demora aproximadamente um mês.

Ah, a linda boneca de pano merece um capítulo, ou melhor, um post à parte. Aguarde!

Veja também: Retrato personalizado – e descolado – de mãe e filho

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Dica de presente para quem já tem tudo

Rabiscos e O Livro da Nina

 

Não dou presente por dar, para apenas cumprir com a obrigação. Gosto de pensar com carinho o que vai agradar em cheio o aniversariante. E como é difícil presentear aquela criança que tem simplesmente tudo. Mas eu tenho uma carta na manga. Ou melhor, duas: uma mais para os meninos e outra para as garotinhas. São os livros “Rabiscos”, de Taro Gomi (R$ 49,90), e “O Livro da Nina Para Guardar Pequenas Coisas”, de Keith Haring (R$ 49,90), ambos da editora Cosac Naify. o livro da nina Apresentar às crianças os famosos traços do americano Keith Haring desde cedo é incrível, mas o livro é muito mais do que isso. Ele traz páginas para serem coloridas, outras completadas com coisas que você encontra por aí, como folhas e flores, e ainda espaço para colar lembranças de uma tarde no circo ou da viagem a Nova York. Preencher esse livro seguindo as instruções do artista dá o mesmo prazer daquelas agendas enormes em que a gente colava papel de bombom dado pelo namoradinho, ingressos de cinema e shows e fotos das amigas. Quem foi adolescente nos anos 1990 sabe muito bem do que eu estou falando!

O livro da Nina

“O Livro da Nina” não é de forma alguma uma obra feminina, mas dá essa impressão por causa do título. Então, prefiro presentear os meninos com “Rabiscos”, que segue uma linha parecida. Nele, as crianças são estimuladas a criar estampas de camisetas, desenhar olhos, boca e nariz em bonecos sem face, flores em vasos vazios e completar muitos outros desenhos do artista japonês. Os dois livros prometem muitas horas de diversão para crianças de 5 a 95 anos!

Rabiscos_Taro Gomi   Rabiscos

 

MAIS DIVERSÃO: