Ciúme com a chegada do irmão mais novo: como lidar?

A barriga na gravidez é muito festejada e acariciada pelo primeiro filho, que costuma demonstrar empolgação com a chegada do caçula até… ver o bebê no colo da mãe. Por mais que a gente prepare a criança para receber o irmãozinho, não é fácil na hora h. Antes do nascimento do meu segundo filho, marquei uma consulta com a pediatra com o intuito de receber dicas para que a chegada do novo integrante da família acontecesse da forma mais tranquila possível. Gostei dos conselhos e compartilho aqui para ajudar quem vai passar pelo mesmo momento:

1. Na hora de apresentar o bebê ao filho mais velho na maternidade, uma boa sugestão é tentar organizar com a enfermeira de deixar o recém-nascido no berçário e só levá-lo ao quarto quando o irmão já estiver lá há algum tempo, recebendo atenção dos pais. Isso evita à clássica cena em que o primogênito chega e surpreende-se com o bebê no colo da mãe, que até então ERA só dele.

2. A pediatra sugeriu que comprássemos um brinquedo para simbolizar um presente que o bebê teria trazido ao irmão. Já ouvi falar de muitas mães que usaram tal tática e imagino que deve funcionar com crianças mais novas. Mas eu abri mão dela porque achei que poderia confundir a cabeça da minha filha de cinco anos, que certamente iria questionar como o irmãozinho trouxe o brinquedo, onde ele comprou, etc.

3. Deixe que o filho mais velho participe de toda a rotina do bebê, como a hora da amamentação, do banho e da troca de fralda. Peça ajuda a ele, mas não exagere. Tome cuidado para NÃO transformá-lo oficialmente em um míni ajudante.

4. É uma atitude positiva para o entrosamento dos irmãos colocar o recém-nascido e o primogênito no mesmo quarto. Mas preste atenção se o choro do bebê não atrapalha o sono do mais velho, principalmente se ele estiver em idade escolar. Se isso acontecer, adie a ideia do quarto compartilhado até o caçula passar a dormir mais horas seguidas durante a noite. Até lá, ele poderá ficar no quarto dos pais num moisés, por exemplo.

Mesmo seguindo as sugestões, o ciúme foi inevitável. Minha filha teve até febre (emocional) por duas noites. Mas a situação desconfortável, o choro sem motivo e o esforço para chamar a atenção a todo custo duraram apenas alguns dias. Logo ela entendeu qual é o papel de cada um na família e o espaço no coração dos pais. Eu disse a ela que quando nasce mais um filho, o coração não divide o amor e sim dobra de tamanho. O que é pura verdade! Passado o ciúme, o que vejo aqui em casa agora é o excesso de amor e cuidado da primogênita com o bebê. E isso me deixa muito emocionada.

 

ciúme irmãos_Pequenas Escolhas
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Luciana

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