A exaustiva batalha do sono

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Acredito que são dois os problemas que mais preocupam os pais de filhos pequenos: crianças que se alimentam mal e a batalha na hora de dormir. Aqui em casa pertencemos ao segundo  grupo, o do sono, ou melhor, da falta dele. Me lembro exatamente da primeira vez que dormi uma noite inteira depois de ter virado mãe, aconteceu quando minha filha tinha quase dois anos!

O tempo passou e pouco mudou. Agora, aos quatro, ela vai bem para a cama, adora o ritual da historinha, mas acorda de madrugada e pede companhia. E lá vou eu para o quarto da princesa por alguns minutos. Senti certo alívio quando li na coluna da piscóloga e consultora em educação Rosely Sayão no jornal “Folha de S. Paulo” da semana passada que são poucos os pais com filhos até cinco anos que dormem bem. Ela defende a ideia de que o recém-nascido precisa aprender a dormir sozinho. “Deixar o bebê chorar um pouco antes de atendê-lo não faz mal: permite que ele volte a dormir, se for o caso, ou que continue a chamar pela mãe até que ela apareça. E isso faz com que o bebê não perca sua autonomia de sono, que perceba que pode acordar e dormir sem precisar de ajuda”, escreveu ela.

Infelizmente aprendi isso tarde demais, seis meses atrás, ao ler “Crianças Francesas Não Fazem Manha”, de Pamela Druckerman.

E nesta segunda-feira, quando resolvo escrever sobre a batalha do sono após um final de semana em que a pequena nos despertou antes das 7h da manhã, ela dorme até às 9h10. E a mamãe, tonta e mal acostumada, foi três vezes ao quarto dela para ver se estava tudo bem.

Luciana

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