São João acende a fogueira do meu coração

festa junina

 

Por que a gente ama tanto festa junina? Meu marido inglês que conhece apenas o arraial da escolinha da nossa filha de quatro anos e uma ou outra quermesse de igreja não entende a nossa empolgação quando chega a época de São João. “É só um monte de comida”, costuma argumentar.

Pensando bem, é isso o que a gente encontra nas festas de São Paulo. E muito mais. É um resgate da memória afetiva da nossa infância, quando a gente torcia para dançar quadrilha com o menino mais bonito da classe e perdia muitas aulas por conta dos ensaios; deixava a inibição de lado  para vender votos de Miss Caipirinha a desconhecidos; mandava e recebia correio elegante; se divertia nas festas até de noite brincando de prisão e de pescaria e gastava muitas fichas nas barracas de doces. Mais velhos, nas de quentão e vinho quente.

Tenho vontade de voltar à festa de Campina Grande (PB), que rivaliza com a de Caruaru (PE) o título de maior São João do Brasil, e levar o marido gringo para que ele entenda a emoção daquela verdeira grande festa popular e quem sabe assim comece a ver o arraial com outros olhos.

Obra do artista  Militão dos Santos

Obra do artista Militão dos Santos

Mas não será este ano. Enquanto isso, a gente se joga na comilança das muitas quermesses que tomam conta de São Paulo e se diverte com a pequena ensaiando em casa os passinhos de “Esperando na Janela”, de Gilberto Gil,  para a festa da escola na próxima semana.

Quer pular a fogueira com a criançada? Clique no site Bora Aí  para ver a programação das festas juninas de São Paulo.

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Luciana

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