Livros para mães – mas não sobre maternidade

Depois de dois longos meses, acabei de ler o livro que ganhei de aniversário, “Homens Sem Mulheres” de Haruki Murakami, um dos meus autores preferidos. A primeira obra de contos do escritor japonês publicada no Brasil é ótima, e a demora se deu por falta de tempo e cansaço.

Percebi que desde que eu virei mãe, mantenho duas pilhas de livros: uma dos que começo a ler e paro na metade e outra com as obras que consigo seguir até o fim. Todos da segunda pilha têm algo em comum: são coletâneas de contos ou crônicas.

Já ouvi queixas de outras mães com filhos pequenos de que também não conseguem manter a mesma rotina de leitura desde o parto. Cheguei à conclusão de que esse tipo de obra, em que uma história começa e termina num capítulo, é perfeito para para quem o constante cansaço não permite muito tempo de dedicação e concentração. Tem coisa mais chata e que desperdiça tempo do que abrir o livro depois de uns dias esquecido, não se lembrar em que parte parou e reler algumas páginas para conseguir retomar o enredo?

Essas são as minhas dicas de livros para mães e pais cansados e que o foco não é maternidade.

“HOMENS SEM MULHERES”  Em cada capítulo, Haruki Murakami conta a história de um homem que perdeu a mulher após um relacionamento conturbado. Apesar de aparecerem em primeiro plano, são as mulheres as verdadeiras protagonistas desses encontros e desencontros marcados por muitas referências à música, à obra “Mil e Uma Noites” e a um dos contos de Hemingway, que dá título ao livro.

Homens Sem Mulheres_Pequenas Escolhas

 

“O ESCOLHIDO FOI VOCÊ” – Gosto do olhar de voyeur que o livro proporciona ao adentrar em casas e histórias alheias. Miranda July percorreu diversas regiões de Los Angeles e entrevistou pessoas comuns com perguntas como “Qual é a sua lembrança mais antiga? e “Como você passa o seu tempo?”. Os entrevistados foram escolhidos porque a autora ficou curiosa em saber mais sobre os anunciantes de um jornalzinho que vendiam seus objetos pessoais, como girinos, Ursinhos Carinhosos e uma jaqueta de couro. Um desses personagens revela que passava por cirurgias de mudança de sexo.

O Escolhido foi Você_Pequenas Escolhas

 

“TRINTA E OITO E MEIO” – Já era fã da coluna da atriz e apresentadora Maria Ribeiro na revista “TPM” e me interessei imediatamente pelo título do livro porque estava estava prestes a completar 38 anos. (Aliás, esse foi o presente para algumas amigas que estavam na mesma idade. Espero que tenham gostado!) O livro é um compilado de crônicas, reflexões e desabafos de Maria sobre a passagem do tempo e sua jornada e que tem ilustrações de Rita Wainer, de quem também admiro o trabalho.

Trinta e oito e meio_Pequenas Escolhas

“TUDO TEM UMA PRIMEIRA VEZ” – A jornalista Mariana Kalil foi minha editora numa revista de celebridades. Sempre admirei a leveza e o bom humor de seus textos. Nesta sua terceira obra, ela conta algumas situações em que viveu o papel de estreante. Algumas até trágicas, mas transformadas em diversão nas páginas de  “Tudo Tem Uma Primeira Vez”, como quando vomitou num jantar de gala em que a princesa Diana estava diante de seu nariz.

Mariana levou ao livro impresso o mesmo tom que escreve em seu blog. Em um post antigo, ela relata como saiu descalça de uma entrevista após ser chantageada por uma atriz. A história ficou famosa nos bastidores da imprensa de celebridade.

 

Tudo Tem Uma Primeira Vez

 

“COMO SER UMA PARISIENSE EM QUALQUER LUGAR DO MUNDO” – Já falei sobre esse livro num outro post (aqui). Admiro a maneira honesta e cheia de personalidade que as francesas encaram a vida; elas se colocam em primeiro lugar mesmo após a maternidade, não abrem mão da carreira e nem de seus próprios prazeres. Além disso, a obra escrita a oito mãos é uma boa inspiração do estilo minimalista e cool das parisienses.

Como Ser uma Parisiense em Qualquer Lugar do Mundo_Pequenas Escolhas

 

 

Luciana

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