Pra que tantos doces?

Ilustração de Sarah Sartain

Ilustração de Sarah Sartain

Cansei da negociação diária por um docinho. Tão logo minha filha acaba uma refeição, ela pergunta se pode comer uma daquelas guloseimas que guarda numa caixinha roxa no armário da cozinha. Entenda como guloseimas balas, pirulitos e chicletes da pior qualidade recebidos como lembrancinhas das festas de aniversário dos amigos.
Como houve uma sequência de comemorações no último mês, a caixinha roxa ficou lotada de doces que eu não compraria para ela.

Já falei aqui: não bastam os brigadeiros, doces e bolo devorados na festa? As crianças realmente não precisam levar um carregamento de açúcar e corante para casa. Há opções mais criativas e sem calorias de lembrancinhas.

Não sou radical quanto alimentação, estou longe de ser a Bela Gil, quem eu admiro, acho que faço mais a linha Jamie Oliver – prefiro sempre o fresco, o integral e o feito em casa. Claro que aqui entram porcarias, mas com moderação. E esses conflitos com minha filha após as refeições por um pirulito azul estavam me tirando do sério. Lembrei do prazer dela devorando uma manga bem doce após o jantar de ontem – quando a fruta ganhou da guloseima – e resolvi esvaziar a caixinha roxa. Umas poucas balas de goma escaparam do lixo para evitar chororô.

Cada pai sabe o que é melhor para seu filho, mas será que não vale ponderar na hora de oferecer alimentos para os filhos dos outros? A canequinha personalizada em que esses doces vieram já é por si só uma ótima lembrancinha da festa.

 

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Luciana

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