Saber ou não saber o sexo do bebê na gravidez?

Fralda_Pequenas Escolhas

 

Se na primeira gravidez uma ansiedade quase insuportável tomou conta de mim para descobrir o sexo do bebê o quanto antes – mas tive que esperar para saber na ultrassonografia porque o meu marido me convenceu de que era gasto e capricho desnecessários pagar pelo exame de sexagem fetal -, nesta segunda gestação uma surpreendente tranquilidade tomou conta de mim em relação ao assunto.

Aproveitei essa onda zen para postergar a descoberta do sexo do bebê. Até que passamos uma temporada de férias na Inglaterra e constatei que nenhum dos amigos do meu marido que estão “grávidos” ou têm bebês pequenos fizeram questão de saber se seriam pais de uma filha ou de um filho. Uma dessas amigas me relatou a emoção que é descobrir só na hora do parto que você deu à luz uma menina, quando tinha absoluta intuição de que seria mãe de um menino.

Acredito que eles têm esse comportamento porque fazem menos exames de ultrassom pré-natal do que os brasileiros com plano de saúde e também porque, no geral, têm uma cultura menos consumista. Além disso, achei que por lá é muito mais fácil fazer um enxoval neutro do que aqui. Pronto, havia me convencido de que esperaria até o parto para saber se meu segundo filho seria uma menina ou um menino. Essa decisão intrigou algumas pessoas próximas. Mas eu arrumei argumentos para que ninguém me convencesse a mudar de ideia. Eram eles:

– Amo ser mãe de menina e se viesse outra, seria duplamente feliz. E se chegasse um menino, passaria pela experiência de educar filhos de forma diferente. Além disso,  ter um casal é o sonho de muitos pais.

– Eu realmente queria vivenciar a emoção de descobrir o sexo o bebê só na hora do parto.

– Sem saber se terá um filho ou uma filha, a pressão dos outros para que você escolha um nome o quanto antes diminui consideravelmente.

– Eu comprovei que quando você não sabe se está esperando uma menina ou um menino, o impulso consumista diminui também. Você não fica planejando como será o enfeite da porta da maternidade ou o tema do chá de bebê com apenas oito semanas de gestação. Além disso, comprar um enxoval neutro no Brasil vira quase uma gincana. É difícil encontrar peças genuinamente neutras, a maioria tem um detalhe feminino ou masculino. E nos sites das lojas virtuais, é preciso entrar nas duas seções – baby menina e baby menino – para encontrar algo. Então, a gastança é menor durante a gravidez.

Estava tudo certo para eu aguardar a revelação na hora do parto. Até que no mais recente ultrassom, com cinco meses e meio, vi algo na tela que me deixou intrigada. “Acho que vi alguma coisa. Acho que vi um pintinho”. Não conseguiria ficar com essa pulga atrás da orelha pelos próximos meses e pedi para a médica confirmar. Sim, é um menino. E no dia seguinte lá estava eu atrás de roupinhas para ele.

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Luciana

2 Comments

  1. Rsrs estou na mesma situação.. na minha primeira gravidez só descobri na hora do parto que era uma menina, e até a hora de entrar na sala eu tinha absoluta certeza que era menino, foi muito emocionante, apesar de todos os meus parentes e amigos ficarem insistindo muitoo para que eu soubesse o sexo. Agora na segunda gravidez decidimos tbm não saber até o nascimento porém na última ultrassom na hora de medir o fémur parece que vi um pintinho aí aí aí e agora estou morrendo de curiosidade não sei se vou aguentar esperar! Kkk

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