Somewhere slower: casal viaja o mundo por um ano com quatro filhos pequenos

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Courtney e Michael estão viajando com os quatro filhos por vários países durante um ano

“Porque a vida é tão curta, e nossas crianças crescem tão rápido”. Foi com esse argumento que Courtney Adamo e seu marido, Michael, venderam a casa e tudo mais que tinham em Londres para viajar pelo mundo por um ano com seus quatro filhos, de 10, 8, 6 e 3 anos.

Acompanhar o tour dessa família pelo site Somewhere Slower ou pelo Instagram  é inspirador e nos faz querer viajar cada vez mais com nossas crianças e mostrar a elas que há muito para explorar além dos limites da nossa vida cotidiana ou dos destinos de sempre das férias.

O mundo também é a sala de aula dos filhos de Courtney, que fazem uma imersão na cultura de cada local que visitam: eles aprenderam espanhol numa feira livre no Chile; em Trancoso, na Bahia, tiveram aulas de como fazer uma cesta trançando folhas de coqueiro e fizeram uma pequisa sobre os principais pontos da Nova Zelândia, por exemplo. As crianças mais velhas também leem diariamente e os pais tomam lições.

O esquema da família está longe de ser mochileiro. Eles geralmente alugam uma casa ou um apartamento bacana para ter experiência como locais e, além disso, se darem o direito de passar um dia sem colocar o pé para fora, apenas curtindo a companhia do outro. E assim fazem jus ao nome do projeto Somewhere Slower (algum lugar mais devagar). No entanto, para cruzar a Nova Zelândia, eles optaram por alugar um motorhome, para a alegria da criançada.

Ah, e não pense que os Adamo levam muita coisa nas costas. A mãe mostrou no Instagram uma foto da bagagem dos filhos: uma mala pequena de rodinhas mais uma mochila para cada um deles.

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A família na casa alugada em Trancoso, na Bahia, aprende com o argentino que mora lá como fazer cesta com folhas de coqueiro

Aula de surfe no Chile

Aula de surfe no Chile

No parque nacional Yosemite, na Califórnia

No parque nacional Yosemite, na Califórnia

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O motorhome é a casa da família na Nova Zelândia

O motorhome é a casa da família na Nova Zelândia

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SlowKids fica maior e invade o Parque Villa-Lobos em São Paulo

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O SlowKids, um dos eventos mais bacanas de São Paulo e premiado em 2014, cresceu. O projeto ganha uma edição ampliada e invade o Parque Villa-Lobos neste sábado (14/11) entre às 10h e 18h.

A proposta do SlowKids  é desacelerar a garotada do universo tecnológico e incentivar a criatividade e brincadeiras ligadas à natureza ao lado dos pais e em contato com outras crianças.

Jogos, passeios pela natureza, rodas de leitura e oficinas – terá até uma de silk em camisetas – serão realizados durante todo o dia. A atração musical fica por conta do Grupo Trii.

Os bebês também têm vez no espaço sensorial Educacuca.

Aproveite para se espalhar pela grama e fazer um gostoso piquenique. Se não quiser levar uma cesta, food bikes venderão delícias por lá.

Preste atenção na previsão do tempo: em caso de chuva, o evento será adiado!

SlowKids @ Parque Villa Lobos
14 de novembro, sábado, das 10h às 18h
Av. Prof. Fonseca Rodrigues, 2001 – Alto dos Pinheiros, São Paulo – SP
Evento gratuito
www.facebook.com/movimentoslowkids

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SlowKids - cartazes de papelao recolhido no pq

Slowkids

 

 

 

“Caderno de Observação de um Filho”: um livro cheio de delicadeza

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Com o celular sempre à mão, é irresistível para qualquer pai não registrar toda nova gracinha do filho que acabou de chegar ao mundo. O artista plástico, ilustrador, designer gráfico e pai de primeira viagem Pedro Menezes sentiu a mesma necessidade. No entanto, ele resolveu eternizar os primeiros momentos e descobertas do filho João usando seu talento. Com desenhos a lápis em cadernos, textos curtos e muita sensibilidade, Pedro transformou sua imersão na paternidade no recém-lançado livro “Caderno de Observação de um Filho” (Pólen Livros – R$ 32,90).

Até a angustiante cólica do bebê virou um texto cheio de delicadeza: “A cólica do João me ajuda a perceber o tamanho da minha insignificância. Por mais que eu tente ajudar, sei que é uma dor dele. Só dele. Que certas coisas, pequenas ou grandes, estão fora do alcance da minha influência, da minha vontade. Com a cólica do João eu cresço, exatamente por me perceber menor, menos importante”.

Amamentação e a eclética playlist do bebê também foram registrados na obra do pai artista.

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Férias na Mamusca

Foto: André Giorgi

Foto: André Giorgi

“Mãe, eu queria morar na Mamusca!” (Chloe, 5 anos). “Eu também quero, filha.” E quem não desejaria viver nessa casa que tem uma decoração linda e lúdica e um quintal de areia com jabuticabeira?

Em 2013, fiz elogios aqui no blog a essa casa de brincar no bairro de Pinheiros, em São Paulo, e ela mantém a mesma qualidade, tanto estruturalmente quanto na escolha dos educadores que fazem parte de sua equipe, conhecidos como mamusqueiros.

Nessas férias, decidimos não viajar e a Mamusca foi o lugar que mais frequentamos. Fomos lá quatro vezes, em uma delas como convidados de um delicioso aniversário num domingo de manhã. As outras visitas também tiveram uma novidade para nós: participei com meu caçula de quatro meses da atividade Brincadeiras Sonoras, voltada para bebês de 3 a 12 meses. Adorei a experiência e recomendo. Já minha filha, autora da frase acima, esbaldou-se de brincar na areia, subir na árvore e participar das oficinas no ateliê enquanto eu dançava e cantava com o pequeno ou esperava por ela no café, que tem um cardápio ótimo para criança e adulto.

Quanto custa a brincadeira:

R$ 25 por hora para brincar na casa e participar das oficinas. (Crianças a partir de 3 anos podem ficar sozinhas sob os cuidados dos brincadores)
R$ 15 é o valor do lanchinho oferecido para as crianças
As atividades, como a Brincadeiras Sonoras, custam a partir de R$ 55. Veja aqui a programação, que é voltada também para gestante.

Mamusca
R. Joaquim Antunes, 778 – Pinheiros
tel: (11) 2362-9303

Foto: André Giorgi

Foto: André Giorgi

Foto: André Giorgi

Foto: André Giorgi

Dia das Mães – ou seria da Mulher-Maravilha?

Pode até soar clichê, mas ser mãe é realmente ter superpoderes de uma heroína. Com um recém-nascido em casa, acredito mesmo que a gente busca forças sobre-humanas para dar conta do bebê, do(s) filho(s) mais velho(s), do lar e um pouco da nossa própria vida, apesar das poucas horas de sono e do cansaço permanente.

Achei uma boa sacada a Havaianas lançar a linha da Mulher-Maravilha para comemorar o Dia das Mães. É um presente barato e que eu adoraria ganhar por dois motivos: sou colecionadora das edições especiais das legítimas (já tive mais de 50 pares no armário!) e neste momento, entre uma mamada e outra, me sinto um pouco a heroína dos quadrinhos. Só falta arrumar ainda mais poderes para conquistar aquele corpão!

Ah, para quem curte o look tal mãe, tal filha, tem Havaianas da Mulher-Maravilha também em tamanho infantil.

Edição especial da Havaianas (R$ 38,90 - adulto) e (R$ 30,90 - infantil)

Edição especial da Havaianas: R$ 38,90 (adulto) e R$ 30,90 (infantil)

Edição especial da Havaianas (R$ 38,90 - adulto) e (R$ 30,90 - infantil)

Edição especial da Havaianas: R$ 38,90 (adulto) e R$ 30,90 (infantil)

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Mamãe-canguru: aprenda a usar o wrap sling

Ilustração de Kinuyo

Ilustração de Kinuyo

Tem coisa mais gostosa do que carregar o bebê juntinho do corpo? Escrevo este texto com o meu caçulinha de dois meses agarrado em mim. Sou a mais nova adepta e fã do wrap sling – o sling que é amarrado na parte da frente do corpo e nas costas. No passado, não tive uma boa experiência com o sling tradicional, aquele preso em um dos ombros e que tem uma argola reguladora. Comprei para usar com a minha filha mais velha e só consegui carregá-la nele no momento em que o adquiri, quando o vendedor ajustou o tecido no meu corpo. Toda vez que eu tentava colocar sozinha, ficava insegura e tinha sensação de que iria se desprender a qualquer momento. Desisti de usar.

Mas com o wrap sling é diferente. O tecido de cinco metros amarrado ao corpo dá sustentação e segurança para sair por aí com o bebê. Além disso, ele proporciona aconchego e conforta o recém-nascido no período de cólicas. O canguru também é uma alternativa para carregar o bebê, mas o acessório só é recomendado a partir do terceiro mês para não forçar a abertura das perninhas. Na minha opinião, vale ter o wrap sling e o canguru.

A marca Angá ensina em seu site como deve ser feita a amarração básica do wrap sling. Veja como é fácil:

A marca Angá ensina como amarrar o wrap sling

Comprei meu wrap sling no Mercado Livre por R$ 43 + frete.

 

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 Carrinho com moisés: uma ótima compra

 

Arte também para criança: 3ª edição da Bienal Internacional Graffiti Fine Art

Grafite do artista Vermelho na Bienal Internacional Graffiti Fine Art

Grafite do artista Vermelho na Bienal Internacional Graffiti Fine Art

Como já havia comentado aqui, vejo cada vez mais famílias com crianças nas exposições de São Paulo. E não estou falando apenas das mostras direcionadas ao público infantil ou obviamente lúdicas, como “Castelo-Rá-Tim-Bum” e as esculturas gigantes e impressionantes de figuras humanas de Ron Mueck. Mesmo a polêmica e alucinada artista japonesa Yayoi Kusama atraiu muitos pais acompanhados de seus filhos pequenos com suas bolinhas na mostra “Obsessão Infinita”.

É sempre enriquecedor expor a criança à arte para que ela descubra novos olhares e sensações. Então, troque uma ida ao shopping center com seus filhos por uma volta em alguma galeria de arte ou museu. O que não falta é exposição boa em São Paulo – e muitas delas são gratuitas.

E que tal fazer um programa dois em um: parque e arte? O Pavilhão das Culturas Brasileiras do Parque do Ibirapuera abriga até 19 de maio a 3ª edição da Bienal Internacional Graffiti Fine Art, com grafites incríveis que atraem o olhar infantil. A entrada é franca. #artetambémparacriança

Crédito: Jack Two

Mais fotos da 3ª edição da Bienal Internacional Graffiti Fine Art (Crédito: Jack Two)

Crédito: Jack Two

Crédito: Jack Two

Crédito: Jack Two

Crédito: Jack Two

Camisetas básicas e incríveis em promoção

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Já escrevi aqui que a loja online basico.com é um bálsamo para quem se sente bombardeado nas seções infantis por tons berrantes, pink e brilho para todo lado e ainda overdose de estampas sem charme.

Caí de amores pelas camisetas lisas, com golinha mais folgada, em cores suaves e feitas com o delicioso algodão pima peruano em tamanho infantil (de 4 a 12 anos) da marca antes mesmo de tê-las. No mês passado, comprei a rosa e a vermelha para minha filha. Elas são realmente incríveis. E estão em promoção (eu não tive essa mamata!).
Cada camiseta custava R$ 64 e sai agora por R$ 38 . Corre lá no site da basico.com.

 

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Essa rosa é demais!!!!

 

Visita ao Hospital das Bonecas

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Como as crianças hoje em dia têm brinquedos demais e não demora muito para considerá-los desinteressantes e descartáveis porque logo ganham outro, ou um montão de outros no próximo aniversário, não imaginava que o Hospital das Bonecas ainda funcionava. Lembro de passar em frente desse lugar (não me recordo se era no mesmo endereço) quando criança e ele ficou no meu imaginário infantil, algo do tipo Doutora Brinquedos – que claro não existia 30 anos atrás.

Mas após uma consulta médica no bairro do Itaim Bibi, em São Paulo, me dei conta de que havia um Hospital das Bonecas do outro lado da rua e decidi levar o Pluto que não andava mais e o bebê caolho da minha filha. Achei graça por ser recepcionada por duas atendentes vestidas de enfermeiras.

Entrei no site e descobri que o local funciona desde 1937 e que a matriz, no bairro da Penha, é uma réplica de um hospital e tem até ambulância e centro cirúrgico para as bonecas.

Bom, passada a fase de descobertas, vamos à avaliação do serviço. Achei caro, mas aceitei pagar R$ 165 pelo conserto. No entanto, ao buscar os brinquedos, fui surpreendida com o bebê que ganhou olhos castanhos em vez dos azuis originais. Quando me passaram o orçamento por telefone, não fui informada desse detalhe. Achei estranho, mas a minha filha, dona da boneca e maior interessada na história, gostou da recauchutagem. É isso que importa, né?

 

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Cadê a diversão, Hopi Hari?

 

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Essa roda-gigante colorida não é do Hopi Hari!

No último sábado, o parque Hopi Hari, no interior de São Paulo, decepcionou o público que dirigiu 70 km e pagou R$ 79 (ou até mais na porta) por cada ingresso e mais R$ 45 de estacionamento. Em pleno feriado prolongado de Páscoa, a roda-gigante não estava funcionando, assim como uma das montanha-russas, La Tour Eiffel e mais outras tantas atrações. Cadê a diversão, Hopi Hari? Manutenção no feriadão?

A ida ao Hopi Hari custou caro para tão pouco, mas não foi totalmente em vão. As três crianças de 5 anos da família se divertiram a valer nos brinquedos com água e no vintage carrinho de bate-bate. Reforço que no site do parque (aqui) consta as atrações que estão em operação no dia e, claro, não olhamos antes de pegar estrada. Lição aprendida.

Uma pena que o parque brasileiro que tinha todo o potencial para ser um lugar mais próximo de um parque da Disney está em decadência. Isso sem falar nas notícias de acidente fatal e arrastões por lá. Eu me pergunto como uma cidade do tamanho de São Paulo não tem mais um parque de diversão à altura de sua grandiosidade, daqueles que ficarão para sempre na lembrança de seus pequenos moradores como o Playcenter marcou a infância da minha geração?

Quem tem mais de 30 anos certamente se lembra da Marginal Tietê vista de cima da roda-gigante e da primeira vez que teve coragem de encarar a Colossus, a montanha-russa com duplo looping.

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